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Pensar o pensar: Mapa Mental
Nelson Trindade
Dicas
Uma Configuração possível...
... ou mais trabalhada...
Se o caminhante faz o caminho
o caminho faz o caminhante
Aprender é incorporar novos saberes no conhecimento existente .

Por incorporar entende-se “relacionar, integrar, ligar, reformular, reconstituir, etc”, o novo (compreendido) com o antigo (instalado).
Por outras palavras é dinamizar um processo de “fusão”, e não um processo de armazenamento de ideias, às vezes chamado de sabedoria.

Assim, o importante não é só o resultado final (ideia arquivada, ou não, na mente), mas o mais importante é o modo como o caminho para isso acontecer foi vivido pelo aprendente, ou seja:

             “ele, aprendente, foi construído ou destruído nesse processo”?.

                              Vidé a personagem Tommy em “Admirável Mundo novo”, A.Huxley
Aprender é encontrar-construir a estrutura que se encontra “escondida” dentro da multidão de dados que se apresentam à mente, por exemplo, é passar das ideias encaixadas no texto sobre a civilização grega a um mapa que as suporta.
Depois, apoiados nesse mapa, reconstitui-se as ideias do texto, enriquecidas com a informação pessoal entretanto obtida.

O importante não é ter o mapa para a partir dele reconstruir a “civilização grega”, o importante é ter construído esse mapa, é ter percorrido o caminho mental para lá chegar, tomando decisões do que é preciso pôr, onde pôr , como pôr, etc. Este é que é o esforço de aprender, esta é que é a aprendizagem do saber estudar.

Dar-lhes os mapas é dificultar os processos de aprendizagem, por analogia dir-se-á que “num ginásio o essencial não é ter os alteres no ar, o essencial é ter levantado os alteres”,  pois quem tiver alguém que lhe ponha os alteres no ar estará a prejudicar o seu desenvolvimento.

Não é o resultado do caminhar que é importante,
o importante é ter feito o caminho para ter esse resultado:
o caminho é que faz o caminhante, não o resultado obtido.
Feito em 14 minutos por um jovem de 12 anos
Com mais 30 minutos, divertiu-se na Internet pesquisando imagens, nunca mais se esqueceu e ficou a conhecer e a gostar da cerâmica grega.
Ficou curioso com os atletas e questionado tentou descobrir o que era o “perfil grego”, foi investigar qual a diferença entre os barcos gregos e os romanos procurando imagens na Internet.  A propósito do teatro grego comparou-os com os actuais e seus efeitos.
Com estes 30 minutos criou uma rede de conhecimentos que consolidou a memória e o estudo para o exame, ou seja,
                        DIVERTIU-SE A ESTUDAR
Mapas  prévios fornecidos são muito úteis como ponto de partida, mas não como ponto de chegada, pois devem funcionar como mais um dado (que tem que ser compreendido) mas a ser diluído, integrado, reformulado com outros dados para um outro ponto de chegada, uma nova aprendizagem, que irá originar a elaboração de um outro mapa mental.
 
O segundo mapa com imagens, mais elaborado, obrigou a um caminhar mais cuidado e profundo, portanto a aprendizagem foi mais eficaz. Quanto mais trabalhoso e consumidor de tempo for este caminhar mais rápida e profunda é a aprendizagem.

No sistema tradicional estuda-se o um texto em 30 minutos e para o saber repete-se esse estudo 5 vezes, ou seja, gasta-se 150 minutos (2,5 horas). Com o sistema de mapas mentais, estuda-se o texto em 1 hora e não se precisa de lá voltar. Por ser mais lento é mais rápido.

Um último aspecto, mas na realidade o primeiro, pois é o factor CRUCIAL de toda a aprendizagem válida:


Quem aprende não pode ser destruído nesse processo.

Vidé Autoridade e Aprendizagem


Um pessoa depois de ter estado mergulhado num processo de aprendizagem (mesmo que não tenha obtido o resultado desejado) tem que sentir-saber que ganhou “força”, que se desenvolveu, que cresceu, que se transformou positivamente, e que agora tem mais condições para obter a aprendizagem que deseja. É desta situação que nasce o prazer de aprender, aquilo que alguns pedagogos chamam a “Ah! Ah! Ah! Experience”.

Aprender e sair dessa aprendizagem com a sensação (e a certeza) de que foi destruído pessoalmente, só serve para aprendizagens de domesticação, tipo subordinação a enquadramentos autoritários.
Uma cena familiar vulgar é um bébé, que gatinha e começa a tentar andar, procurar subir para um sofá, fazendo força, gemendo, respirando com força, etc.

A família vendo todo esse esforço resolve ajudar e pegando-o ao colo senta-o no sofá.
Assim que isso acontece, ele vira-se, escorrega de barriga e desce do sofá.

Ao ver isto a família comenta:

- Queria ir para lá e assim que lá está... desce logo.   
  Coitadinho é muito pequenino ainda não sabe  o     
  que quer.

O que não é verdade, pois ele não quer estar no sofá, ele quer é estar subindo para o sofá. Ele não quer o resultado do esforço, ele quer é o esforço em si, pois um caminho cujo caminhar lhe dá um aprender em desenvolvimento.
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