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A criança, o futuro e a Escola
listaDicas
É mais fácil desintegrar um átomo 
do que um preconceito
(Einstein)
Uma viagem em 4 estações:
Os Paradigmas
A Vida
A escola
O Futuro
Os Paradigmas
UM DIA....

...encontra uma garrafa de ferro cheia de amendoins.

Contente, com dificuldade, mete a mão no gargalo estreito e agarra uma mão”-cheia” de amendoins e tenta tirá-los para fora.

Com surpresa, verifica que não pode, pois agora a mão não passa no gargalo. Espantado puxa pela panela mas esta, presa por uma corrente, não se move.

ASSIM,...

...as horas passam... a mão com amendoins, a mão fechada dentro da garrafa, a garrafa presa por uma corrente e o macaco sentado espera, puxa, ...puxa e espera...

...até que os caçadores chegam e o levam.

O macaco não ficou preso pela garrafa de ferro, o macaco ficou preso pelo seu rígido
Um macaco na selva, viciado em amendoins, passa o dia a procurá-los e comê-los.

Livre e feliz, a vida não lhe põe problemas.
Educar é possibilitar paradigmas que apoiam e constroem decisões. Educar é preparar para a vida, portanto é dar paradigmas que permitem decisões correctas  em função da “vida a viver”.

Quando os paradigmas estão desadaptados, são rígidos e na sua inflexibilidade são incapazes de criatividade, então a educação foi “educar para despreparar para a vida.”
Um grupo de cientistas colocou 5 macacos numa jaula, em cujo centro estava uma escada e por cima dela um cacho de bananas.

Quando um macaco subia a escada para tirar uma banana, os cientistas lançavam um jacto de água sobre os que estavam no chão.

Ao fim de algumas experiências deste tipo, quando um macaco tentava subir a escada, os
Passado algum tempo, apesar da tentação das bananas, nenhum macaco tentava subir as escadas.

ENTÃO...

...  os cientistas substituíram um dos macacos por um novo.
Assim que chegou tentou subir a escada para chegar às bananas, o que foi impedido pelos outros que lhe bateram.

Um segundo macaco foi substituído por um novo, acontecendo o mesmo, isto é, assim que quis subir a escada foi impedido pelos outros, levando pancada inclusivamente do anterior que nunca tinha levado com nenhum jacto de água.

Um terceiro, um quarto e um quinto macacos foram substituídos e tudo aconteceu do mesmo modo, nunca o grupo consentiu que subissem a escada.

Com este novo grupo de macacos, que nunca levaram com jacto de água ao tentarem subir a escada, a situação não se alterou, todo aquele que tentava, antigo ou novo, levava pancada: as bananas nunca foram comidas.

Se entrevistassem qualquer daqueles macacos e perguntassem porque faziam aquilo, a resposta com certeza seria:
 
“Não sei, por aqui as coisas sempre foram assim”.

Estavam educados, o paradigma estava instalado.
Quando os paradigmas estão desadaptados da vida, e apesar de rígidos, inflexíveis e incapazes de criatividade, podem estar perfeitamente adaptados à sobrevivência no grupo social, apesar deste grupo social estar a caminho da não-sobrevivência.

Neste caso, a educação foi uma “despreparação para a vida,” mas funcionou bem no refernte à “preparação para a
A vida
vida
Futuro
Um habitante das selva perito a ler o voo das aves, a reconhecer sinais de areias movediças, a perceber a existência de piranhas nos rios e o movimento de crocodilos nas margens ficaria aterrorizado a velocidade dos carros na cidade, o subir e descer do elevador ou a agitação dos reclames luminosos.

Um citadino hábil a atravessar o transito, a fugir às multidões que saem do metro, a usar escadas rolantes pareceria um imbecil infeliz mergulhado na selva, com o mêdo e a impotência espelhados
No sec.XVII, os escravos que em África eram roubados às suas cubatas, pirogas,tribo e floresta que os rodeava, ao serem metidos em objectos grandes e estranhos (navios) entravam no enorme desconhecido (oceano) e aí passavam dias, semanas e meses seguidos até chegar a locais estranhos (Londres, Lisboa, etc) onde “cubatas” estranhas arrumadas em trilhos anormais (ruas), com seus cheiros, falas e multidões desconhecidas viviam estranhas gentes envolvidas em objectos (roupas) sem sentido, tudo isto mergulhado num clima doentio (sem sol quente, nevoeiro, chuvas, doenças, etc) acabavam por se encontrar na mesma posição do terrestre levado para o planeta longínquo.

Mas talvez os seus paradigmas ainda fossem mais impotentes para entender a situação, a sua cultura não
tinha o conceito de extraterrestres...
                                                         ... o seu Futuro tinha desaparecido, o seu Presente não existia,
o seu Passado fora apagado... a sua memória era dolorosa.
A educação dada para ser utilizada integrada num determinado contexto, é inoperativa noutro contexto se não contem dentro de si o gérmen da sua transformação criativa e condições de flexibilização adaptativa.
Um terrestre educado para funcionar bem na actual civilização, se raptado por extraterrestres e levado para um planeta longínquo donde não só não pode sair, como também não sabe onde está,  nem sabe como regressar, desconhecendo a língua e tudo o que lá acontece, possivelmente cairá numa espécie de paralisia psicológica, um “vegetal” que cumpre ordens (se as entender).
Os seus paradigmas não lhe permitem usar os sinais que recebe.
A escola
futuro
escola
NA CIDADE:
Já alguma vez viram uma bactéria ?
Mesmo que tenham espreitado por um microscópico e visto umas “coisinhas” a mexer como sabem que são bactérias ?
E mesmo que acreditem que existem bactérias como sabem que as dores que têm são ocasionadas por elas?
E se acreditarem nos aspectos anteriores como é que sabem que engolindo  umas “coisitas” que vêm numa caixa (comprimidos) as dores passam ?
E como sabem que  têm que os engolir de 8/8 horas?
E porque aceitam e cumprem as indicações de um individuo vestido de branco que se chama médico ?
Educados nestes sucessivos paradigmas,
a inteligência funciona tomando a decisão de, para combater a dor, ir ao médico e tomar o remédio,

... porque isto por aqui sempre foi assim!
NA SELVA:
Já alguma vez viram um espiríto ?
Mesmo que tenham espreitado para umas luzes nas árvores e visto umas “coisinhas” a mexer como sabem que são espíritos ?
E mesmo que acreditem que existem espíritos como sabem que as dores que têm são ocasionadas por eles?
E se acreditarem nos aspectos anteriores como é que sabem que dançando à volta da árvore sagrada as dores passam ?
E como sabem que o têm que fazer na lua cheia?
E porque aceitam e cumprem as indicações de um individuo com objectos sagrados pendurados que se
Educados nestes sucessivos paradigmas,
a inteligência funciona tomando a decisão de, para combater a dor, ir ao feiticeiro e dançar na lua cheia,

... porque isto por aqui sempre foi assim!
O raciocínio de duas pessoas que apesar de “equipadas” por educação com os diferentes paradigmas anteriores tomam e fazem duas decisões diferentes são exactamente iguais e têm a mesma “performance”.
Apenas partem de base de dados diferentes.

Se o selvagem tiver mais potencialidade de reformulação dos seus paradigmas (flexibilidade e criatividade) do que o citadino petrificado nos seus padrões...então...
... o selvagem, se bem que mais atrasado na sua situação de partida, estará mais evoluído para um processo de desenvolvimento.

O citadino será uma espécie em extinção, enquanto que o selvagem será uma espécie em evolução.
A conclusão a tirar é que a questão central não está nos paradigmas que se possui, mas sim no modo como forma instalados (ensino/educação): rígidos ou flexíveis, com ou sem potencial criativo.
A escola não deve preparar para a vida, mas sim preparar para a vida futura.
paradigmas
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